A inteligência emocional aplicada ao esporte

A inteligência emocional aplicada ao esporte:

Atleta profissional precisa primeiramente conhecer suas emoções para então ter diferencial em seu trabalho
Equipe Cidade do Futebol
No livro “Inteligência Emocional”, lançado no Brasil pela editora Objetiva, o psicólogo Daniel Goleman classifica o controle emocional como o diferencial entre sucesso e fracasso na vida de qualquer um. Segundo o autor, “a incapacidade de observar nossos próprios sentimentos nos deixa à mercê deles”. Portanto, a preparação no aspecto psicológico pode ser um fator preponderante para o desempenho esportivo.
 
“A inteligência emocional caracteriza a maneira como as pessoas lidam com suas emoções e com as das pessoas ao seu redor. Isto implica autoconsciência, motivação, persistência, empatia e entendimento e características sociais como persuasão, cooperação, negociações e liderança. Esta é uma maneira alternativa de ser esperto, não em termos de QI, mas em termos de qualidades humanas do coração”, explica Goleman em seu livro.
 
Para um atleta atingir um estágio de inteligência emocional, contudo, ele precisa atender a cinco aspectos. Só a partir disso é que ele pode garantir que o lado psicológico não vai ter interferência em seu rendimento em campo.
 
O primeiro ponto fundamental para a inteligência emocional no futebol é o atleta conhecer seus sentimentos. As pessoas que se conhecem se sentem mais à vontade para tomar decisões e isso só acontece com um processo contínuo de atenção, paciência e dedicação.
 
Depois de conhecer suas emoções, o atleta profissional precisa saber lidar com isso. A inteligência emocional torna fundamental um controle da irritabilidade e da ansiedade, bem como uma aceitação perante aos problemas ou simplesmente sentimentos negativos.
 
Outro ponto importante para um atleta atingir um estágio de inteligência emocional é a capacidade de se automotivar. O esportista mais bem sucedido invariavelmente é o que consegue utilizar suas emoções para se aproximar das metas.
 
É só a partir do controle emocional e da manutenção da motivação que um atleta consegue reprimir a impulsividade e manter a meta como diretriz principal de sua carreira e sua vida.
 
O quarto aspecto fundamental para a inteligência emocional é a empatia (reconhecer as emoções dos outros). Segundo Goleman, aliás, essa é a aptidão pessoal mais importante para qualquer relacionamento.
 
A empatia gera altruísmo e faz com que as pessoas estejam muito mais suscetíveis aos problemas dos outros, sempre prontos para manipular as emoções de uma forma positiva.
 
Para terminar, o quinto ponto importante para a inteligência emocional é admitir as diferenças dos outros e aprender a conviver com essa diferença. A interação entre pessoas psicologicamente distintas sem que aja uma agressão (psicológica) entre elas é um desafio que só pode ser alcançado a partir de um comportamento que possibilite desabafar e ouvir sempre que preciso.
 
Bibliografia

FRANCO, Gisela Sartori. Psicologia no esporte e na atividade física – uma coletânea sobre a prática com qualidade. São Paulo, 2000.