Nutrição aplicada ao futebol

A Importância da Nutrição no Futebol 

Dra. Gilda Guadalupe Ramos Lima   *
Dr. Daniel Percego **
            Nos últimos anos, a nutrição tem sido alvo de crescente interesse por parte dos atletas e praticantes de atividade física, cada vez mais conscientes de seus benefícios. Assim, uma alimentação adequada visa manter saúde, preservar composição corporal, favorecer as vias metabólicas associadas à atividade física, armazenar energia na forma de glicogênio, retardar a fadiga, promover hipertrofia muscular, e quando necessário, auxiliar na recuperação de lesões ou traumas eventualmente provocados pelos exercícios.
            No futebol, o esporte coletivo mais popular do Brasil, a preocupação com a nutrição e hidratação deve ser em fornecer ao atleta o aporte energético e os nutrientes necessários para garantir o desempenho, assegurar o peso ideal, recuperá-lo o mais rapidamente de traumas e lesões eventualmente provocadas em treinos e jogos desgastantes, tendo sempre como objetivo final à saúde e performance do jogador.
            Como ao longo do ano os jogadores participam, ao mesmo tempo, de várias competições, o calendário é restrito a treinos e jogos desgastantes, devendo assim, não apenas, estarem aptos a suportar a demanda de energia durante os treinos, mas também estarem aptos a uma rápida recuperação para participarem das próximas partidas, o que é fundamental durante os torneios, quando os jogadores passam de 2 a 3 dias entre jogos, com pouco tempo de recuperação. Assim, a maior contribuição da Nutrição para o futebol, é sua sustentação nos treinos, e não apenas em refeições pré- jogos, o que vem mostrar que é um trabalho que deve ser desenvolvido ao longo de toda uma temporada (BANGSBO, 1994).
            A preocupação com a desidratação e hipertermia é  outro fator extremamente importante, pois a deficiência do mecanismo de termo regulação, pode comprometer a performance e a saúde do atleta, por aumento em demasia da temperatura central. 
            ANÁLISE DO ESTADO NUTRICIONAL DOS JOGADORES
            RICO-SANZ  et al. (1998), estudaram o estado nutricional de jogadores de elite e concluíram que do total das calorias ingeridas, 53,2% (± 6,2) ou 8,3 g/kg de peso corporal vinham dos carboidratos; 32,4% (± 4,0) dos lipídeos e 14,4% (± 2,3) das proteínas. Com exceção do cálcio, todos os outros micronutrientes estavam conforme a recomendação. Conseguiram demonstrar, que mesmo a ingestão de carboidrato estando apenas acima do mínimo recomendado, conseguiram manter os estoque de glicogênio. MAUGHAN (1997), evidenciou que a energia ingerida em jogadores de futebol não é alta, quando comparada com as dietas de atletas de resistência, e a contribuição dos macronutrientes para o total energético foi muito similar entre a maioria dos jogadores estudados.
            A IMPORTÂNCIA DOS CARBOIDRATOS
            A fadiga no decorrer do exercício está associada à depleção das reservas de  carboidrato, em particular do glicogênio muscular, que é utilizado em glicólise anaeróbia rapidamente durante exercícios de alta intensidade.
            Assim, é fundamental a atenção ao metabolismo oxidativo dos carboidratos durante o exercício, cabendo ao profissional nutricionista, assegurar uma ótima disponibilidade de carboidratos antes, durante e após exercícios extenuantes, potencializando a performance (COSTILL & HARGREAVES, 1992).
            Portanto, a disponibilidade inadequada do glicogênio muscular antes dos exercícios, e sua depleção durante pode levar a fadiga e limitar a habilidade do jogador para manter a alta intensidade das corridas no final do jogo (HARGREAVES, 1994).
            BANGSBO (1994), demonstrou que o aumento da ingestão de carboidrato na dieta melhorou a performance em exercícios de alta intensidade. Isto aumenta também a performance nas corridas durante e  em etapas seguintes na partida, através do aumento dos estoques de glicogênio muscular (KIRKENDALL, 1993).
            Assim, o aumento da ingestão de carboidrato é fundamental para os níveis de glicogênio muscular e hepático, influenciando positivamente no rendimento (FALLOWFIELD & WILLIAMS, 1993). Esse consumo maior de carboidrato também é importante após a partida para facilitar a recuperação do glicogênio muscular (COSTILL, 1992).
            E, embora a literatura científica sobre o futebol seja limitada, a ingestão de carboidratos deve representar de 60 a 70% das calorias diárias, ou de 8 a 10 g/kg de peso corporal. Esse consumo é importante porque, além de manter os níveis glicêmicos em parâmetros aceitáveis, contribui para a inibição da proteólise tecidual estimulando ainda o fluxo de leucina e a síntese corporal no estado pós- absortivo. Desta forma, a oferta de calorias não protéicas, particularmente de carboidrato, tem efeito poupador de proteínas e positivador do balanço nitrogenado. Por outro lado, a oferta de dieta com predominância lipídica e isenta de carboidrato, é expoliadora de proteína, pela impossiblidade de preservar a homeostase glicêmica, via neoglicogênese (CRIM & MUNRO, 1994).
            LIPÍDIOS E FUTEBOL
            Os lipídios (ácidos graxos mobilizados do tecido adiposo, triglicerídeos intramusculares e em menor contribuição os triglicerídeos do plasma), também são importantes substratos para metabolismo oxidativo na contração do músculo esquelético durante um exercício intenso (ROMIJN et al, 1993).
            BANGSBO (1994), observou que houve um aumento na concentração de ácidos graxos livres no sangue durante um jogo, possivelmente fazendo parte do metabolismo oxidativo nos músculos. A ingestão de lipídios é necessária para alcançar a demanda energética em atividades extenuantes, no entanto, sua ingestão deve ser reduzida para permitir o aumento da ingestão de carboidratos.
            PROTEÍNAS E FUTEBOL
            Em relação às proteínas, um dos seus papéis mais importantes, é de conferir aos diferentes tecidos ao qual fazem parte, suas capacidades metabólicas.
            Estudos demonstram um aumento de uréia no sangue após uma partida de futebol, e como produto final da oxidação de aminoácidos, sugere-se que estes servem como fonte de substrato auxiliar durante exercícios moderadamente intensos e prolongados (LEMON, 1994).
            Pesquisas com exercício contínuo em taxa média de trabalho e duração semelhante ao futebol, revelaram que a oxidação da proteína pode contribuir com menos de 10% da produção total de energia. No entanto, a oxidação dos aminoácidos é inversamente proporcional à disposição do glicogênio (WAGENMAKERS, et al., 1991). Assim, em caso de inadequação das kcal não protéicas, parte dos aminoácidos ingeridos junto com os endógenos será utilizada na preservação da glicemia. E a perda desse conteúdo corporal protéico é sempre acompanhada de perda de alguma função orgânica, visto que as proteínas não estão simplesmente armazenadas no corpo.
            O ciclo dos aminoácidos de cadeia ramificada - alanina - glicose representa contribuição de 2 - 3 vezes maior, nos exercícios físicos, cuja produção é estimada em 4g de glicose / h., no entanto, parece que o desvio preferencial dessa glicose é o suprimento do sistema nevoso central. Além disso, essa produção é insatisfatória para suprir os exercícios de alta intensidade, estimada em 180g/ h. (FELIG & WAHREN, 1971; WILLIAMS, 1995).
            Como o futebol é uma atividade intermitente de alta intensidade que requer considerável força e resistência aeróbica, os jogadores deveriam consumir entre 1,4 a 1,8 g/kg/ dia de proteína (LEMON, 1995), não havendo comprovação científica para ingestão de maiores quantidades, o que é comum entre os atletas.  Agora, quando a oferta supre as necessidades, o excesso de aminoácidos, isto é, suas cadeias carbônicas, são armazenadas como glicogênio e / ou gordura (LAYMAN et al., 1996).        
             VITAMINAS E MINERAIS NO FUTEBOL
            Algumas vitaminas e minerais têm papel importante no metabolismo energético, assim, a deficiência de um ou mais desses micronutrientes, pode impedir a capacidade tanto aeróbica quanto anaeróbica do exercício. A necessidade aumentada de vitaminas e minerais nos atletas, na maioria dos casos, é atingida com dieta que supra suas demandas energéticas e nutricionais. Caso essa demanda não seja atendida, pode ocorrer a redução da performance e aumento da incidência de lesões.
            No entanto, a ausência de recomendações de suplementação vitamínica para atletas, resultado da quantidade insuficiente de informações a respeito dessa população, mostra que essa prática deve ser realizada com cautela e em casos específicos e individuais, onde por algum motivo, a ingestão adequada de alimentos não esteja sendo realizada.
            Nos casos de suspeita de alguma deficiência vitamínica ou de algum mineral, pode-se averiguar indiretamente, acessando indicadores de quantidade de micronutrientes, como ingestão dietética e perfil químico no sangue, para corrigir qualquer inadequação. Ou diretamente, estudando os efeitos da suplementação na performance do exercício em relação ao futebol (FOGELHOLM, 1994).
            As investigações de perfis sangüíneos e performance, não indicam qualquer evidência de benefícios fisiológicos da suplementação de micronutrientes, mesmo que a composição dietética de macronutrientes possa estar desequilibrada. (FOGELHOLM, 1994, apud BURKE, et al., 1991). Assim, jogadores de bola aparentemente não precisam de suplementos vitamínicos para cobrir suas necessidades diárias em uma dieta típica ocidental.
            Exceções para esta conclusão podem ser encontradas em atletas femininas com menstruação infreqüente ou irregular. Resultados mostram, que uma ingestão dietética baixa, é um fator de preocupação com cálcio, ferro e zinco em jogadoras de bola. Assim, a suplementação de cálcio e vitamina D pode ajudar a preservar a densidade óssea (FOGELHOLM, 1994, apud DRINK-WATER, 1992). A depleção parcial dos depósitos de ferro no fígado, baço e medula óssea, evidenciada por valores séricos baixos de ferritina, pode ter efeito prejudicial sobre o desempenho no exercício, mesmo quando a anemia não está presente. A depleção de enzimas que contém ferro provoca uma aumento no metabolismo anaeróbico, com correspondente elevação dos níveis de lactato (MAHAN & ARLIN, 1995, apud SCHOENE, 1983). Assim, os níveis de ferro em jogadoras de futebol, incluindo medições de ferritina sérica, devem ser realizadas pelo menos uma vez por ano.
            Já em relação aos radicais livres, estudos demonstram que sua produção é diretamente proporcional ao consumo de oxigênio (JENKINS ,1988), bem como o aumento nos níveis de catecolaminas, produção de ácido lático, elevada taxa de auto - oxidação de hemoglobina durante e após os exercícios, processo de isquemia - reperfusão e aumento da temperatura, contribuindo para a fadiga e para lesões musculares induzidas pelo exercício (CRISWELL et al.,1993).
            No entanto, estudos demonstram um aumento de 25% na capacidade antioxidante no plasma de esportistas, bem como um significativo aumento nos níveis de antioxidantes hidrossolúveis no plasma de jogadores. Estes atletas também apresentaram maior concentração de a-tocoferol e aumento da atividade da superóxido. Foi observado ainda, aumento nos níveis de oxidação de HDL no plasma oferecendo proteção adicional e diminuição da oxidação da LDL. Portanto, mesmo sob estresse oxidativo induzido pelo exercício, jogadores submetidos a treinos regulares mostram um aumento dos níveis de antioxidantes no plasma. (BRITES et al.,1999).
            Pode existir uma relação positiva no consumo de antioxidantes por jogadores de futebol. Porém, mais pesquisas são necessárias para determinar se essa suplementação, em longo prazo, tem efeito na susceptibilidade de infecções, machucados e na performance física (FOGELHOLM, 1994).
            HIDRATAÇÃO
            A importância de assegurar a ingestão adequada de líqüidos, tanto quanto o equilíbrio eletrolítico, pode garantir a performance e reduzir os riscos de problemas associados ao calor (MAUGHAN & LEIPER, 1994).
            Atividades aeróbicas prolongadas são mais propensas a serem influenciadas negativamente pela hipohidratação do que atividades anaeróbicas de curta duração. Um jogador de 70 kg, chega a perder durante uma partida de futebol em torno de 3,5 kg o que representa 5% de seu peso corporal e uma desidratação moderada, com queda de 30% na sua performance (MAUGHAN & LEIPER, 1994, apud SALTIN & COSTILL, 1988). Assim, a defesa mais eficaz contra o aquecimento central do corpo é a sudorose e a correta hidratação, alcançando o equilíbrio entre a perda e o consumo de água, carboidrato e sais minerais (MCARDLE et al, 1991).
            Segundo ARAGÓN-VARGAS (2000), além das diferenças individuais, como seu estado de aclimatação, condicionamento físico e taxas de transpiração dos atletas, no futebol existem diferenças no número de interrupções em um jogo. Isto, junto com as variações quanto ao trabalho realizado durante a partida pelos jogadores, indicam possíveis níveis de desidratação e fadiga diferenciados, cabendo aos profissionais da equipe de saúde ficarem atentos a essas variações individuais. Porém, um nível adequado de hidratação só é mantido se o consumo de líquidos for suficiente, antes, durante e após os exercícios (NOAKES, 1993).
            O uso de substâncias ergogênicas com propósito de aumento de performance, de acordo com BURKE & READ (1993), é um fato de compreensão, quando se considera o ambiente altamente competitivo em que vivem os atletas.
            Muitos dos suplementos dietéticos foram desenvolvidos em resposta à identificação de uma demanda fisiológica no exercício e / ou competição.
            Dentro desse contexto, experimentos demonstram que no início de um exercício anaeróbico, ocorrem simultaneamente, tanto as degradações de fosfocreatina (CP), como a quebra anaeróbica de glicose (na glicolítica) (NISSEN S., et al., 1996). Os estoques de CP são ressintetizados rapidamente, em intervalos de 4 minutos, permitindo a restauração quase completa da quantidade de ATP e CP intramusculares (LOW S. Y. et al., 1996). Assim, a possibilidade de aumentar as concentrações de CP com 3g de creatina por dia, durante 21 dias, torna-se interessante no futebol, podendo promover ganho de massa muscular e força.
            CASEY A. & GREENHAFF (2000), mostraram um aumento na concentração de creatina nos músculos esqueléticos com suplementação de 5g, em tomadas de 4-6 vezes ao dia, durante 6 dias. Esse incremento foi de 25mmol/kg de massa muscular, ou seja, 30%, demonstrando auxílio positivo na performance dos jogadores em treinos e jogos. No entanto, ainda não há evidências suficientes para sugerir sua suplementação para exercícios prolongados.
              RICO-SANZ (1998) demonstrou ainda, que a suplementação com carboidrato foi benéfica na performance durante a partida, atrasando a ocorrência da fadiga e poupando aminoácidos em situações de exercício intenso e prolongado. Contudo, conclui que mais investigações são necessárias para averiguar a importância da suplementação de aminoácidos e creatina no futebol.
            Portanto, como mencionado anteriormente, há necessidade de mais pesquisas e trabalhos científicos sobre a nutrição e suplementação no futebol, porém, fora as limitações impostas pela genética e treinamento, nenhum outro fator isolado tem tanto impacto em tornar ótima a performance quanto a dieta (WILLIAMS, M. H., 1995). O fornecimento dos nutrientes, tanto nos aspectos quantitativos quanto qualitativos, deve ser traduzido, sempre que possível, em refeições com alimentos, comumente disponíveis de acordo com a dieta local, com respaldo de um nutricionista (EKBLOM & WILLIAMS, 1994).
 
Referências Bibliográficas:
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*  Dra. Gilda Guadalupe Ramos Lima é nutricionista Especialista em Nutrição Esportiva pela UniFMU - ** Dr. Daniel Percego é professor de Nutrição Esportiva do Curso de Educação Física da UNIB; Nutricionista da VP Consultoria Nutricional; Nutricionista da Cia Athletica